Solitude: o silêncio que ensina a escutar a si mesmo
- Viviane Targino
- 7 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 20 de out. de 2025

Vivemos cercados de ruídos, notificações que piscam, conversas que se sobrepõem, expectativas que se acumulam. O tempo inteiro nos pedem presença, resposta, desempenho. Mas, entre um compromisso e outro, há um espaço esquecido: o espaço de estar consigo mesmo. E é nesse espaço que a solitude nasce.
Solitude não é solidão
A palavra “solidão” carrega um peso. Soa como ausência, abandono, desconexão. É um vazio que sufoca.
A solitude, no entanto, é um ato de presença. Não é fugir do mundo, mas retornar a si. É escolher estar só para se encontrar, não porque os outros partiram, mas porque você decidiu ficar consigo.
Enquanto a solidão nos faz sentir falta de alguém, a solitude nos lembra que, antes de tudo, nós somos esse alguém. É um reencontro com aquilo que fomos deixando para trás — sonhos, desejos, silêncios, essências.
Estar só, de forma consciente, não significa estar incompleto. Significa se bastar, ainda que o mundo inteiro esteja do lado de fora.
O poder de estar consigo mesmo
Na solitude, o tempo desacelera. As vozes externas se dissolvem, e a nossa própria voz ganha espaço.
É nesse intervalo que começamos a ouvir o que, antes, o barulho escondia: nossas necessidades, medos, limites, vontades.
É curioso como, na companhia do silêncio, nos tornamos mais inteiros para, depois, voltar ao mundo. Como se, para pertencer de verdade, fosse preciso primeiro nos pertencermos.
O retorno ao mundo
E então, depois de um instante de solitude, voltamos.
A solitude nos lembra que não somos feitos apenas de barulhos e demandas, mas também de pausas e silêncios.
E, no fundo, talvez seja esse o maior aprendizado: para estar com os outros, primeiro precisamos aprender a estar conosco.






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